Novo Presidente do Conselho FIAT: Receituário bem aplicado

Novo Presidente do Conselho FIAT: Receituário bem aplicado

Aos 34 anos, John Elkann, tataraneto de Giovanni Agnelli fundador da FIAT, foi recentemente eleito Presidente do Conselho de Administração da empresa.

Cursou o ensino básico em New York, o médio em Paris e graduou-se em Engenharia Industrial em Turim. Começou sua carreira profissional como auditor da General Electric e depois trabalhou anonimamente na Magneti Marelli na Inglaterra antes de ser chamado para a sede da FIAT em Turim. Aos 30 anos já era um dos membros do Conselho e foi escolhido para administrar a fortuna da família.

Em 2003 faleceu seu avô, o lendário Gianni Agnelli que havia transformado a FIAT numa das maiores montadoras do mundo, o que foi feito dentro de um antigo modelo socialista e paternalista de gestão que resistiu a fechar fábricas deficitárias para preservar empregos e evitar manchar a reputação da família. A FIAT estava à beira da ruína, com falta de produtos e atolada em dívidas.

Nesse instante, Elkann demonstrou sua visão, coragem e capacidade. Vendeu ativos do holding, mesmo alguns sensíveis e apreciados pela família para fazer caixa e ajudar na recuperação do principal negócio do grupo. Mais importante, contratou Sergio Marchionne, um contador e advogado, para presidir a FIAT e comandar seu “turnaround”, que requeria medidas drásticas para reversão do quadro, enxugamento de estrutura, introdução de meritocracia e mudança do modelo de gestão. Ainda sabiamente Elkann ficava fora dos holofotes permanecendo na vice-presidência do Conselho comandado por Luca di Montezemolo, o presidente da Ferrari.

Apenas agora quando a reversão da FIAT está consolidada Elkann assume a Presidência do Conselho. Tem tudo para dar certo e levar para além da atual 5ª geração a dinastia da família que incluiu também, a Ferrari, a Maserati, o jornal La Stampa, o clube Juventus, a imobiliária americana Cushman & Wakefield, entre outros.

Síntese do acerto: visão e vivência internacional, preparo acadêmico, coragem para romper paradigmas e cultura, visão para escolher um “turnarounder”, capacidade para aprender com ele, sagacidade para o timing correto.

Fonte: Wall Street Journal / OESP

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