As executivas mais poderosas do mundo

As executivas mais poderosas do mundo

Por Andrew Hill | do Financial Times

22/11/2010

Jornal Valor econômico

As Mulheres no Topo – a principal análise do “Financial Times” sobre a liderança feminina nos negócios – diz respeito à celebração e às aspirações. Um número crescente de mulheres vem hoje ascendendo aos conselhos executivos de empresas de todas as partes do mundo. Em função dos obstáculos que muitas superam para chegar a posições-chave e da diferença que elas já estão fazendo na maneira como o mundo dos negócios funciona, o sucesso dessas mulheres é motivo de celebração.

Ao mesmo tempo, a proeminência dessas profissionais alimenta as aspirações de milhões de mulheres e garotas que se veem como futuras líderes. Ao dar destaque ao trabalho das mulheres executivas, esperamos encorajar outras mulheres ambiciosas a enfrentar os desafios que muitas ainda precisam superar para alcançar o topo de suas profissões.

Ao analisar as conquistas das mulheres de grande atuação, o ranking também contribui para a evolução das atividades das empresas nos níveis de conselho e executivo. Se isso significa que mais empresas vão colher os benefícios de uma maior diversidade, tanto melhor. Se essas mudanças serão promovidas mais rapidamente via revolução, através de cotas ou outras legislações, ou por pressões mais gentis, é um assunto que ainda provoca discussões ferrenhas.

Lembre-se que, em um mundo dominado pelos homens, as executivas-chefes de nossa lista ainda representam uma minoria pioneira. Quando o equilíbrio dos sexos nesse nível elevado do mundo corporativo for maior, não será mais preciso dar destaque às executivas mais bem-sucedidas. Quando esse momento chegar, estaremos entre os primeiros a saudá-lo.

Indra Nooyi, executiva-chefe da PepsiCo, é mais uma vez a principal mulher no mundo dos negócios, seguida de Andrea Jung da Avon Products, Güler Sabanci da Sabanci Group, e Irene Rosenfeld da Kraft Foods. Mas essas quatro estão sob pressão de novas participantes e desafiantes que vêm surgindo rapidamente.

Em destaque está um punhado de mulheres que não acumularam tempo suficiente como executivas-chefes de suas companhias quando o ranking do ano passado foi compilado. Entre elas estão Ursula Burns da Xerox, Ellen Kullman da DuPont e – uma referência para as seis indianas que aparecem na lista – Chanda Kochhar da ICICI.

A ascensão da China está refletida na promoção dentro do ranking de Dong Mingzhu da Gree Electric, e Cheung Yan da Nine Dragons Paper, além da inclusão, pela primeira vez, de uma das mulheres mais ricas da China, Wu Yajun da Longfor Properties.

Quatro mulheres da lista de 2009 se aposentaram, pediram demissão ou abriram mão de suas responsabilidades executivas. Três outras ficaram de fora do ranking por causa da melhoria relativa do desempenho de outras colegas. Duas mulheres – Antonia A. Johnson da Axel Johnson e Cristina Stenbeck da AB Kinnevik – foram eliminadas. A comissão julgadora decidiu que elas ocupam funções predominantemente não executivas.

As 50 melhores foram selecionadas por um júri especializado, cujas escolhas se basearam em informações sobre os desempenhos e durabilidade das executivas. Grande parte dessas informações foi fornecida pela Egon Zehnder International, grupo internacional de recrutamento de executivos.

Uma série de fatores foram usados para avaliar as candidatas: dados biográficos; tamanho, abrangência e complexidade da companhia (incluindo a rotatividade e o número de funcionários, o número de setores e países em que a companhia opera); e o ambiente competitivo. Os jurados classificaram apenas as executivas que comandam a companhia controladora de um grupo.

A comissão julgadora também levou em conta o desempenho de cada companhia nos últimos três anos, usando números do Total Shareholder Return (TSR, ou retorno total para o acionista), em dólares, quando aplicáveis.

O Valor vai publicar no mês de dezembro uma revista especial com as melhores executivas do Brasil em parceria com a Egon Zehnder

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