CAT 10, Smartphone robusto da Caterpillar, chega ao país

Jornal Valor Econômico
28/02/2013
Por Cibelle Bouças | De São Paulo

A americana Caterpillar, mais conhecida por sua atuação no mercado de equipamentos de construção e mineração, passou a competir no ano passado no segmento de smartphones. A companhia disse que seus clientes enfrentavam dificuldades para encontrar aparelhos celulares que sobrevivessem a quedas, poeira, chuva, imersão na água e outras situações vivenciadas em mineradoras e canteiros de obras. Hoje, a primeira linha de smartphones da Caterpillar, batizada de Cat B10, começa a ser vendida no Brasil.

O aparelho foi desenvolvido pela Bullitt Mobile, companhia do Reino Unido especializada no desenvolvimento de projetos de celulares mais robustos, voltados para atender a nichos de mercado. Os smartphones da Caterpillar foram lançados nos Estados Unidos e na Europa no ano passado a preços entre US$ 400 e US$ 500.

A linha de aparelhos é feita com material emborrachado, resistente a quedas e com menos risco de infiltração de água. De acordo com informações divulgadas pela Caterpillar, os smartphones funcionam normalmente mesmo se ficarem submersos a uma profundidade de um metro de água durante 30 minutos. A tela, com 3,2 polegadas de diâmetro, é feita com vidro resistente a quedas e à água.

O smartphone opera com o sistema operacional Android, do Google na versão 2.3. Os smartphones possuem processadores da Qualcomm com velocidade de 800 megahertz (MHz). Para se ter uma base de comparação, o Galaxy S4, smartphone lançado há menos de um mês pela sul-coreana Samsung, opera com o sistema Android na versão 4.2.2 e processador de 1,9 gigahertz. A própria Caterpillar apresentou neste ano uma linha mais nova para os mercados americano e europeu. Os aparelhos têm ainda câmera traseira com definição de 5 megapixels e web câmera na parte frontal.

Os aparelhos permitem a conexão sem fio (Wi-Fi) à internet, ou por meio de conexão de terceira geração (3G). Os aparelhos foram desenvolvidos com capacidade para aceitar dois chips, o que permite o uso de linhas de mais de uma operadora. A produção é feita por fabricantes de celulares terceirizados cujos nomes são mantidos em sigilo pela companhia.

Os aparelhos oferecidos no Brasil são produzidos no exterior e obtiveram a licença de uso concedida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A importação será feita com exclusividade pela distribuidora Prime Interway. “O lançamento seria feito em junho, mas com a aprovação da Anatel e a aceitação que os aparelhos tiveram nas empresas que fizeram os testes, decidimos antecipar as vendas”, afirmou Henrique Castro, executivo-chefe da Prime Interway. O executivo não cita números, mas considera que as vendas no Brasil alcançarão “grandes volumes” no primeiro ano de apresentação da linha.

No evento de hoje, as companhias vão apresentar os aparelhos para operadoras de telecomunicações, revendas e redes varejistas. O público-alvo inicial da Caterpillar com o smartphone são companhias de segmentos que exigem aparelhos mais resistentes à água e a quedas, como mineradoras, empresas de construção civil, companhias de petróleo e gás, Polícia Civil e Polícia Militar. “Mas a expectativa é que os aparelhos também atraiam consumidores interessados em obter um aparelho mais resistente”, disse Castro.

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